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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

 

 VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

 

“…as crianças confiam nos adultos como uma bússola ou um oráculo. Agarram-se a seus actos e palavras como uma bóia no oceano, oráculo, agarram-se a seus actos e palavras como um bóia no oceano, ameaçador de uma vida à qual recém foram apresentadas.” (Eliane Brum).

Em diferentes culturas e classes sociais, independentemente do sexo ou etnia, crianças e adolescentes são vítimas quotidianas da violência doméstica, sendo este um fenómeno universal e endémico.

Os casos registados em todo o Pais, nas polícias, conselhos tutelares, hospitais e institutos médico-legal são apenas um alerta: não revelam a verdadeira dimensão do problema.

Os levantamentos oficiais sobre o fenómeno, são uma pequena parte do real, a “ponta do iceberg”. A cifra negra – número de casos não notificados – será maior ou menor conforme seja mais ou menos amplo o “complô” do silêncio de que muitas vezes participam os profissionais, os vizinhos, os parentes, familiares e ate a própria vitima.

“ a violência contra crianças e adolescentes “implica”, de um lado, transgressão do poder de protecção do adulto e, de outro, coisificaçao da infância, isto é, negação do direito que crianças e adolescentes tem de ser tratados como sujeitos e pessoas em condição peculiar de desenvolvimento”, (Telles; Violência domestica e as suas diferentes manifestações)

A violência contra crianças pode ser dividida da seguinte forma: violência física, violência sexual, violência psicológica e negligencia.

 

 CONTRA A MULHER

 

Em todo o mundo, pelo menos uma em cada três mulheres já foi espancada, coagidas sexualmente e/ou sofreu alguma outra forma de abuso durante a vida. O agressor geralmente é um membro da sua própria família.

A V.D contra as mulheres é o tipo mais generalizado de abuso dos direitos humanos no mundo e o menor reconhecido. A Assembleia Nacional das Nações Unidas, de 1993, definiu oficialmente a violência contra as mulheres como: “ Qualquer acto de violência de género que resulte ou possa resultar em dano físico sexual, psicológico ou sofrimento para a mulher, inclusive ameaças de tais actos, coação ou privação arbitrária de liberdade, que ocorra em publico ou na vida privada”.

A agressão do último parceiro íntimo – também conhecida como V.D, maus-tratos ou espancamento da esposa é quase sempre, acompanhada de agressão psicológica e, de um quarto metade das vezes de coação sexual.

Na violência domestica contra a mulher, o abuso pelo parceiro intimo é mais comummente parte de um padrão repetitivo, de controlo e de dominação, do que um acto único de agressão física. O abuso pelo parceiro pode tomar varias formas como: agressões físicas, abuso psicológico por menosprezo, intimidações e humilhações constantes, coação sexual e comportamentos de controlo, como isolamento forçado da mulher em relação à sua família e amigos, vigilância constante de suas acções e restrição de acesso a recursos variados.

  VIOLÊNCIA CONTRA O DEFICIENTE E O IDOSO

 

A situação de vulnerabilidade física ou mental do idoso e deficiente é por si só geradora potencial de violência, as limitações mobilizam frustração e sobrecarga dentro do ambiente familiar e contribuem para a eclosão de atitudes de violência psicológica, sexual e negligencia, com as peculiaridades específicas. Uma das mais comuns é a financeira, o uso das aposentadorias pela família e a desatenção das necessidades do idoso, culmina no abandono, alem de muitas outras, como maus cuidados de higiene, má nutrição, vestuário inadequado e outros.

O idoso muitas vezes submete-se por não ter como se proteger e por culpa, sente-se um “fardo” para os familiares.

É razoavelmente comuns deficientes serem contidos por cordas, isolados em quartos sem ventilação e falta de estímulo. Ocorre também administração exagerada de medicamentos. São privados de direitos civis, como convívio, privacidade, informação e visitas

publicado por CSPS às 09:46
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3 comentários:
De acpedrosa@hotmail.com a 5 de Março de 2008 às 13:18
“Como Funciona a Mente dos Criminosos Sexuais”… um titulo que me despertou [inevitavelmente] atenção!! Trata-se de uma foto-reportagem sobre criminalidade sexual, publicada na edição 781, a 5 de Março, da Revista VISÃO que revela o maior estudo jamais realizado sobre os violadores presos em Portugal. Quem são, como agem e o que pensam os condenados por crimes sexuais que cumprem pena nas prisões portuguesas, são algumas das questões que encontramos respondidas neste artigo.

Lamentavelmente esta edição já não se encontra nas bancas, por isso, deixo-vos alguns excertos para que não fiquem somente na curiosidade…

“Os violas -alcunha pela qual estes reclusos são tratados – saltam das manchetes de jornais para as sombras das prisões, onde tudo fazem para escapar ao ódio que geram na população prisional, no corpo de guardas e, até, nos técnicos sociais e nos médicos. (…) os esquemas para passarem despercebidos começam na omissão do crime que os colocou atrás das grades, passando por um comportamento exemplar que, muitas vezes, lhes vale a atribuição de tarefas importantes em enfermarias ou bibliotecas, afastando-os da restante população criminal(…)” Uma vez que, “as prisões não têm soluções (…)”, optando por esconder estes criminosos ou abrandamento da pena por bom comportamento, acabando por serem libertados mesmo que longe da reabilitação.

…E lamentavelmente, o nosso sistema continua a evitar as evidências e a gravidade desta realidade, optando por esconder e “olhar de lado”, em vez de criar medidas que assentem no acompanhamento especializado, sobretudo para evitar reincidências, recorrendo a técnicos qualificados!!
De Anónimo a 6 de Março de 2008 às 12:36
Pois esta é violencia nua e crua de uma sociedade decadente onde as leis tiram poderes as entidades que poderiam punir estes crimes e protegem os agressores, apesar de se ter tornado um crime publico a mentalidade retrogada de um pais do faz de conta, continua a olhar de lado para este tipo de crime compactuando mts vezes com ele e perpetuando o sofrimento de centenas de vitimas que continuaram F........... e para a realidade
De olguinha a 13 de Abril de 2008 às 00:24
bem, dps de alguns mails a convidarem para visitar este blog decidi passar por aki e este foi um ponto que me chamou a atençao...inevitavelmente este é um problema cada vez mais presente na nossa sociedade, nao porque seja mais frequente mas porque ha mais conhecimentos dos casos e mis queixas. No entanto os apoios para estas vitimas, sejam elas mulheres, crianças ou idosos, continua a ser muito pouco e os ditos agressores continuam a exercer a sua violencia sobre estas quando estas apresentam queixa. Por isso penso que cabe a nos assistentes sociais, psicologos e a todos os outros cidadoes evitarem que isto aconteça.

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