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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Imigrantes Romenos em Portugal

Portugal foi, durante séculos, um país, onde a maior parte da sua população se viu forçada a emigrar para poder sobreviver, o que ainda continua a acontecer. No entanto, nos vinte últimos anos, Portugal tornou-se, também, num destino para muito imigrantes.  Até aos anos noventa, foi, sobretudo, procurado por habitantes dos países lusófonos, mas a última vaga, em finais dos anos noventa, provém dos países da Europa de Leste, com destaque para a Ucrânia, Moldávia, Rússia e Roménia. Esta imigração deveu-se, principalmente, ao facto dos países do norte da Europa terem nos últimos anos fechado as suas fronteiras. Os países do sul da Europa, como Portugal revelam crescentes carências de mão-de-obra. Redes de trabalho clandestinas alimentam o sector da construção civil em franca expansão. Muitos destes imigrantes esperam encontrar em Portugal, uma porta de entrada para outros países europeus, sobretudo depois de ter sido estabelecido o espaço Schengen (1998).

Os imigrantes vindos do leste da  Europa são um conjunto de comunidades relativamente recentes. Os primeiros que, aqui, chegaram foram ciganos vindos da Roménia, logo após a queda do Muro de Berlim (1989). A grande vaga ocorreu depois de 2000. Estima-se que estejam, em Portugal, 8.815 cidadãos romenos.

Ao contrário das restantes comunidades de imigrantes, em vez de se concentrarem em áreas geográficas definidas, espalharam-se por todo o país, desde as principais cidades do litoral às pequenas aldeias do interior. Foram à procura de trabalho e não seleccionaram os locais.

Contudo, a vaga de imigrantes Romenos levantou novos problemas como:

    • Crime organizado – A imigração do leste foi acompanhada pela instalação, em Portugal, de verdadeiras máfias que operam de forma extremamente violenta, o que terá contribuído para o aumento da criminalidade organizada. Estas máfias procuram controlar estes imigrantes. Excepto alguns casos, estas máfias tem-se limitado a actuar junta das próprias comunidades de imigrantes romenas, extorquindo-lhes dinheiro. A morte de muitos destes imigrantes tem sido atribuída à acção destes mafiosos, onde actuam também portugueses.  

    • Tráfico de seres humanos - Uma verdadeira rede de tráfico de mulheres de leste para a prostituição está estabelecida em toda a Europa, Portugal não foge à regra. Muitas, destas mulheres, são trazidas por máfias romenas. Para além deste tráfico, regista-se um aumento do número de casos de venda de crianças por ciganos romenos.  

    • Mendicidade – A mendicidade em Portugal não é um fenómeno recente, mas a verdade é que conheceu um aumento muito significativo a partir dos anos 90 com a entrada milhares de ciganos romenos. Estão neste momento espalhados por todo o país e operam em grupos organizados, utilizando com frequência crianças e deficientes.

    Como já foi referido, há famílias romenas a utilizar crianças para mendigar nas ruas, colocando em perigo a saúde destas crianças. É frequente, encontrarem-se mulheres a vaguear com crianças ao colo, numa tentativa de sensibilizar os que por elas passam. Oriundos da Roménia, estas famílias de etnia cigana entram, quase sempre, no País com um Visto de Turista. Depois, espalham-se pelas principais cidades, fazendo da mão estendida o primeiro passo para o seu sustento.” Muitas vezes, repetem, em Portugal, o comportamento a que as condições difíceis nos bairros degradadíssimos da Roménia os obrigavam. Pelo que, algumas estão em acampamentos, outras em barracas ou casas alugadas, mas sempre “em movimento”, com medo dos agentes do SEF.

    No entanto, a mendicidade não é crime, mas a exploração de menores para a sua prática é, pelo que deveriam ser criadas mais respostas a nível de acolhimento temporário, para que as crianças fiquem lá algum tempo, a receber os cuidados de saúde e alimentação apropriados.

    Contudo, os “cidadãos romenos podem entrar sem Visto no nosso país, podendo aqui permanecer por 3 meses (prorrogáveis até dois períodos de 3 meses). Não sendo a mendicidade um crime e tratando-se do único sustento destas famílias, a resolução desta situação assume contornos muito complexos. “ (ACIME). Por isto, o ACIME constituiu em 2002, um grupo de trabalho para tentar solucionar este problema.

     

publicado por CSPS às 14:40
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De TeresaSousa a 7 de Março de 2008 às 00:38
Relativamente à imigração romena é de frisar que o crescente aumento de Romenos, em Portugal, é de facto preocupante, visto ser uma população que, na sua maioria, vive da mendicidade, sendo frequente encontrar homens, mulheres e crianças pelas ruas com o Borda-d’água e Revista CAIS na mão.
De entre os Romenos, há os que os que são lutadores e esforçados, procurando trabalho e os que se acomodam, preferindo o caminho mais fácil, como mendigar e traficar seres humanos, incentivando outros compatriotas a virem para Portugal, daí que seja frequente encontrar-se Romenos que referem ter dívidas para com outros e serem alvo de ameaças por parte destes.
A integração das crianças na rede escolar é outra problemática com que os serviços se deparam, no entanto, vão-se vencendo barreiras, na medida em que há todo um trabalho de articulação por parte das instituições com a escola e família. Verifica-se que os pais vão acatando as mensagens que os Técnicos lhes vão passando, daí que haja, já, turmas para crianças romenas.
É de referir que com a adesão da Roménia à UE, passou a haver livre circulação destes no espaço europeu. No entanto, o acesso ao mercado de trabalho ainda está condicionado, mas será que este tipo de população conseguirá inserir-se no mercado de trabalho ou continuará a mendigar?........
Não nos esqueçamos que o preconceito em relação aos Romenos existe e persiste!......

Parabéns pelo Blog, pelo que vejo será um bom espaço não só de partilha de experiências como suporte de investigação e consolidação de conhecimentos.
De marinela a 23 de Julho de 2009 às 02:12
e uma pena voce pensar isso sobre os rumenos....nos nao somos assim como voce diz .Somos um povo como outro qualquer em todo lado do mundo encontrause pessoas boas e pessoas mas,nao vale a pena generalizar as coisas.ha muintos ciganos portuguesas que sao uma desgraça ha tantos brasileiros que nao fazem nada ha tantas portugusas preguisoças que nao conseguem nem lavar um prato ......pois pois pra isso tamos nos as rumenas trabalhamos em limpezas para o povo portugues porque nao se veem portuguesas ha fazer limpezas ........querem saber porque..?.....porque se acham importantes e afinal sao umas grandes porcas.eu sou rumena mas estou casada com um portugues e nao me arrependo porque nem toda gente e ma.voçe dona teresa deve viver num mundo de preconceito agora tudo e diferente nao vale apena falar mal de rumenos nem de ucranianos nem de moldavos porque o seu povo nao e melhor .......pode ter a certeza disso............todos somos iguais afinal
De TeresaSousa a 23 de Julho de 2009 às 16:13
Boa Tarde!
Como Já referi anteriormente, falei com fundamento de causa, da realidade que conheço e sempre frisei que há excepções, como é obvio em todos os países há pessoas que são trabalhadoras e outras que preferem acomodar-se, não lutando pela vida.
Lamento ter gerado tanta confusão, apenas comentei uma realidade que existe e persiste e que é preocupante.
No entanto, volto a repetir-me dizendo que há excepções , nunca foi minha intenção ofender ninguém apenas constatar uma realidade que me preocupa. Mas todos sabemos que há romenos que são trabalhadores assim como há portugueses que não o são.
Quando fiz o comentário, foi relativamente aquele tema como poderia ter sido sobre Romenos que vingam na vida, tendo vários êxitos, contudo foquei outro tema.
De Pedro a 16 de Agosto de 2009 às 07:14
Teresa Teresa:):):):)Uma bela historia para ti cigana andaluza:):):):)O povo cigano tem em sua tradição a fama de mágico, misterioso e dono de grande sabedoria nas artes adivinhatórias.
As mulheres são vistas como modelo de sensualidade e sensibilidade, os homens de virilidade e magnetismo.
A música cigana tem, sem a menor dúvida, uma melodia que alimenta nossas fantasias e a dança é um tributo a alegria, a sensualidade, mas a música e a dança cigana são muito mais do que isso.
Eles vieram das estrelas diretamente para o interior da terra e, após um período de adaptação, subiram à superfície.
E até hoje, os Ciganos esperam pelo momento de regressar ao Cosmo. Nada mais pode ser contado sobre essa história, pois se trata de um dos seus "segredos" mais bem preservados.
A história registra seu aparecimento há mais de 3.000 anos, ao norte da Índia, na região de Gujaratna localizada na margem direita do Rio Send (atual Meganistão).
Mas, entre 950 e 1000 d.e., fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan), as tribos se mudaram para o Egito (daí o nome "gypsies" em inglês e "gitanos" em espanhol, que significa egípcio).
De lá partiram em duas direções: O grupo Pechen atingiu a Europa através da Grécia; o Beni chegou até a Síria e a Palestina.
Daí surgiu diversos clãs: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia).Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.). Em 1447, estavam entrando em solo espanhol e se chamavam "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Traziam consigo a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", que se origina do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo). E desde o séc. XVIII passou a ser sinônimo de "cigano andaluz".
No Brasil, estima-se que os Ciganos começaram a chegar ao século XVI, nos estados da Bahia e de Minas Gerais, ainda nos tempos da colônia.
No século XVIII foram vistos em São Paulo, mas foram expulsos da cidade. Mas, no século XIX já estavam inseridos na população e eram aceitos pela classe alta.Em sua maioria, os ciganos são artistas (de muitas artes, inclusive a circense); e exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas.
São hábeis também manufaturando tachos, artesanato (principalmente em cobre - o metal nobre desse (povo), consertando panelas, vendendo cavalos, (atualmente vendem carros); fazendo e lendo as cartas ciganas para ver a "buena dicha" (boa sorte).
Na verdade cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos. A prática da Quiromancia não é interpretada como um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino.
Tudo isso foi aprendido interagindo diretamente com a natureza.
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